24 de dez. de 2007

Pálida face
Estridente melodia de ninar
Embriagando emoções
Em seu terno despetalar

Noite aborrecida
Que chora ao cair da madrugada
Vozes que se apagam
Mentes que se calam
Um adeus, é ferida escondida
O temor de uma perda é como sangue na saliva.


Diogo E. Castro

14 de dez. de 2007

Rubra Pele

Rubra Pele...
Frente corpos soçobrando-se em pó
Chorando cinza numa ríspida luz amarelada
O silêncio frio e intenso do mesmo se fez infindo
Uma proliferação de cruzes, perdões e amores...
Uma vida de adoresConflitantes.

Diogo E. de Castro

19 de nov. de 2007

O vazio das coisas.


É indiferente...
Não pode ser preenchido, cheio demais
A demasiada palavra encanta mentes
Há limites entre razão e coração
Mas eu sei que eu, posso ir ao céu e ao inferno usando o palavrar.
E é justamente por isso, que me cuido na hora de abrir a boca se estiver de mente fechada.

17 de nov. de 2007

Na semana passada


Me lembro de ontem

Quando a ingenuidade estava quando abria a boca

Piscavam os olhos e os dentes sorriam

Queria não ter crescido tanto

E brincado de ser feliz mais um pouco.



Quando eu falava e as pessoas respondiam

Quando eu chorava e as pessoas acudiam

Quando eu sorria e as pessoas sorriam

Era diferente

Quimérico talvez ...


Diogo E. Castro

12 de nov. de 2007

A falta é a obstinação dos pobres de espírito.


Diogo E. de Castro
"O Haver"

Vinícius de Morais

8 de nov. de 2007

Um pouco de calma

Agonia, uma afoita a vida

Uma repulsa do futuro

E certo medo de viver

Sem medo de morrer.



Diogo E. de Castro