Ousou amar, como assim se faz chorar
Riscou o mar como fosse o ar
Seguiu a lua como fosse o seu
Sentiu-se junto como fosse dois
E o dia amanheceu sorrindo
Nada é como ontem, jamais.
Diogo E. de Castro
Nuvem, só é se chorar
Sol, só é se queimar
Chuva, só é se secar
Amor, só é se sofrer
É só.
Diogo E. de Castro- ao som de Heitor Villa Lobos- Valsa da dor
As horas param
A vida corre
O sinal não abre mais
E ninguém respeita as leis
E eu viro pedestre de você.
O dia tem sol
O dia tem chuva
O olho tem águaA boca palavra
Ouvindo comum
A vida seguindo
Todos os dias, 24 horas.
Sem você
A minha vida continua.
Meu corpo ta sujo de você
Sujeira requerida
Ainda há para lambuzar.
Quero beijar os teus olhos
Ouvir teus ouvidos
Falar sua boca
Quero pecar em você
Quero amar-te mais que ontem, hoje e amanhã juntos.
E me odiar por isso
Todos os dias.
Minha boca tem sede de você
Meus ouvidos, clamam, sua voz
Meus olhos cegam por você
Meu corpo inebria ao te ter
E eu
Simplesmente sou o que você quer ter.